about art

A GIRL YOU WILL WANT TO MEET JOANA HAMROL INTERVIEW

12:55 da tarde



Falar de Joana Hamrol é também falar do futuro da Arte.

Auto retrato 

Concept, Interview and Styling by Susana Jacobetty
Total Looks by Burberry Prorsum
with Model and Artist Joana Hamrol L'agence Lisboa




Embora Joana tenha nascido em Portugal, a mãe e toda a sua família é búlgara, o pai é luso angolano, sendo a avó paterna filha de uma madeirense e de um alemão com nome polaco, e o avô paterno filho de ingleses e marroquinos.

Neta do escultor Henrique Pereira e neta e filha de pianistas, sendo a mãe acordeonista, Joana nasce numa família de ArtistasO primeiro retrato que desenhou foi o de sua avó paterna Johanna Brunhild Hamrol Pereira, quando tinha 8 anos, a maneira como conseguiu captar a sua atitude, fê-la pensar, ainda em pequenina, que tinha aptidão para o retrato. O desenho perdeu-se há muito mas a sua vontade continuou. Mais tarde, estuda e licencia-se em Artes Plásticas Pintura na Faculdade de Belas Artes em Lisboa, e expõe em individuais e colectivas. 

É apaixonada pelo desenho de pintores Barrocos e Românticos, como Rembrandt e Ivan Aivazovsky, e principalmente pelo dos vídeo jogos e anime japonesa.


Joana Hamrol, modelo, com uma carreira reconhecida nacional e internacionalmente, sobressai agora como Pintora e Concept Artist.

Botija verde

Botija Rosa

Em que momento decidiste seguir uma carreira como artista?
Terá sido por volta dos meus 13 anos de idade, quando fiquei totalmente absorvida na prática do desenho. Os anos passaram, e desenhar era mesmo aquilo que eu queria fazer; ao escolher qual o curso académico a seguir, ainda vacilei entre Arquitectura e Arqueologia, porque são áreas que na altura me interessavam bastante, acontece que no ano anterior a entrar na Universidade percebi que tudo aquilo que eu imaginava e criava englobar-se-ía em Belas-Artes. Eu estava bastante influenciada  por dois artistas japoneses que faziam Concept Art para Gaming e eles tinham estudos académicos em Belas-Artes. Foi aí que me candidatei para Artes-Plasticas Pintura, e entrei. 

Em Portugal há uma tendência para direccionar os alunos para áreas como ciências e economia, alguma vez sentiste essa pressão?
Nunca senti pressão nenhuma a seguir essas áreas porque a minha família vem toda do ramo das Artes, aliás, aos meus 4 anos de idade estudei violino, que, com bastante arrependimento meu, acabei por abandonar. Os hobbies da minha adolescência podem-se resumir a Desenho e Game, acabando por ser o que eu realmente queria fazer no futuro. 

Qual a tua visão do panorama artístico em Portugal? 
É complicado elaborar uma resposta pois estive afastada do meio durante uns anos devido à minha carreira de Modelo e a minha visão pode não estar precisa, mas vejo muito pouco investimento e divulgação de artistas portugueses, vejo que há bastantes artistas que acabam por viajar e acabam por desenvolver o seu trabalho noutro país. Gostava que houvesse uma mudança em Portugal nesse aspecto, algo que favorecesse o crescimento das Artes Visuais e Artes-Plásticas. O apoio é necessário quando os artistas se iniciam  e não quando já se tornaram de renome.  




Tens sugestões para sensibilizar uma grande camada da nossa sociedade que insiste em minimizar estas áreas criativas? 
Isso talvez passaria por reeducar os Mídia que pouco falam de Arte. A minha sugestão é incluir o ensino da História de Arte nos programas escolares para entender a importância que a Arte tem tido na sociedade e a riqueza que acrescenta à Humanidade. Entender porque é que os mestres são mestres, e aquilo que é necessário para o ser. Um artista não pode apenas valer-se do seu talento ou apenas do seu trabalho, é exactamente a união do talento e do trabalho que faz criar um verdadeiro artista e, não existindo um ambiente propício ao trabalho para quem tem talento, torna-se muito difícil criar algo artístico. Depois de compreender isto, então essa camada menos sensibilizada pode ver o quão importante a Arte é. Em Pintura e Escultura as grandes obras surgiram numa altura em que existiam Patronos, que investiam bastante nos artistas e chegavam até a ter pintores pessoais, investiam em escolas com mestres e, é por isso, que nesta altura houve um grande florescimento. Sem investimento não pode haver qualidade.

O que pretendes expressar com a tua arte?
Eu tenho dois grandes objectivos a nível da expressão: 1 - trazer ao público sensações nunca antes vivenciadas; 2 - mostrar que  há sempre um refúgio para além da realidade, onde nos podemos abrigar, criar e trabalhar como se não estivessemos no mundo verdadeiro, esta liberdade interior de expressão só se completa quando é exteriorizada. 

Gostas de gaming no entanto a tua arte não tem nada de digital, são duas áreas que não misturas?
Bem eu sempre fiz Concept-Art, mas tudo a lápis desenhado em papel, essa é uma questão que surge no momento adequado porque comecei há, sensivelmente, 6 meses a trabalhar com programas digitais de Desenho. No início deste ano frequentei masterclasses com o artista Florien de Gesincourt, que trabalhou para Assassin's Creed, Magic the Gathering  e Wizards of the Coast, e aprendi imenso em desenho digital. Neste momento uso o Procreate e, concerteza que no futuro grande parte do meu trabalho será digital. Posso afirmar que acabei de começar a trabalhar nesta área. Para os interessados é so irem ao link Artstation https://www.artstation.com/artist/joanahamrol

Ensaio de Miúdos ao Sol

Quem são as tuas grandes referências e inspirações? 
Em primeiro lugar Rembrandt e Ivan Aivazovsky. Depois Yoshikata Amano - o criador dos personagens da saga Final Fantasy e Rui Araizumi, ilustrador da minha Anime favorita - The Slayers e ainda o ilustrador Yoshiuki Sadamoto. Hoje em dia sigo bastante o trabalho do Shinkiro e de Maciej Kuciara. 

Se pudesses escolher qualquer pessoa do mundo viva ou não, quem convidarias para um brunch, para um almoço e para um jantar? 
Para um brunch Katsuhiro Harada, para um almoço Auguste Rodin, para um jantar Salvador Dali.

Qual foi a última exposição que viste e gostaste?
A última exposição que vi e me marcou foi a do artista francês Auguste Borget, intitulada O Pintor Viajante no sul da China, que esteve no Museu de Arte de Macau. Foi uma exposição com aguarelas, desenhos, pinturas e gravuras da sua viagem pelo Sul da China no século XIX; ilustra a zona de Cantão e relata paisagens e locais por onde ele passou e as vivências que nelas teve. 

Se fosses uma obra de Arte, qual serias?
Seria "O viajante sobre o mar de névoa" de Friedrich.

Ser Artista é....?
É apresentar ao mundo algo de especial e inegualável, que perdure no tempo e ultrapasse gerações pela sua qualidade e autenticidade.


To speak of Joana Hamrol is also to speak about the future of Art.

Although Joana was born in Portugal, her mother and all her family is Bulgarian, the father is Angolan Portuguese, the paternal grandmother is the daughter of a Portuguese from Madeira's Island and a German with a Polish name, and the paternal grandfather is the son of English and Moroccans.

granddaughter of the sculptor Henrique Pereira and granddaughter and daughter of pianists, being the accordionist mother, Joana is born in a family of Artists. The first portrait she drew was that of her paternal grandmother, Johanna Brunhild Hamrol Pereira, when she was 8 years old, the way she managed to capture her attitude, made her think, even in the smallest, that she was apt for portrait. The drawing was lost long ago but even very young she felt she had talent for portrait. Later, he studied and graduated in Fine Arts and Painting at the Faculty of Fine Arts in Lisbon, and exhibited in individual and collective exibitions.

She is passionate about the art of painters Baroque and Romantic, like Rembrandt, Ivan Aivazovsky, and for video games and Japanese anime.



Joana Hamrol, model, with a recognised career nationally and internationally, stands out now as Painter and Concept Artist.

 Ensaio de Robot

Dinosauro Dourado Envolvido em Tinta

When did you decide to pursue a career as an artist?
It will have been around my 13 years of age, when I was totally absorbed in drawing practice. The years went by, and drawing was what I wanted to do; When choosing which academic course to follow, I still vacillated between Architecture and Archeology, because they are areas that at the time interested me a lot, it happens that the year before to enter the University I realized that everything that I imagined and created would be included in Fine Arts. I was quite influenced by two Japanese artists who made Concept Art for Gaming and they had academic studies in Fine Arts. That's when I applied for Arts-Plastic Painting, and I entered.

In Portugal there is a tendency to direct students to areas such as science and economics, have you ever felt this pressure?
I never felt any pressure to follow these areas because my family comes from the Arts, and at the age of four I studied violin, which, with enough regrets, I finally gave up. The hobbies of my adolescence can be summed up in Drawing and Game, ending up being what I really wanted to do in the future.

What is your view of the artistic panorama in Portugal?
It is difficult to elaborate a response because I have been away from the medium for a few years due to my modeling career and my vision may not be accurate, but I see very little investment and dissemination of Portuguese artists, I see that there are quite a few artists that end up traveling and ending up For developing their work in another country. I liked that there was a change in Portugal in this aspect, something that favored the growth of Visual Arts and Plastic Arts. Support is needed when artists start and not when they have already become renowned.






Do you have suggestions to change a great layer of our society that insists on minimising these creative areas?
This would perhaps involve re-educating the Media that speak little of Art. My suggestion is to include the teaching of Art History in school programs to understand the importance Art has had in society and the wealth it brings to humanity. Understand why masters are masters, and what is necessary for being. An artist can not only rely on his talent or just his work, it is precisely the union of talent and work that makes a true artist and, in the absence of an environment conducive to work for those who have talent, it becomes very Difficult to create something artistic. After understanding this, then this layer can see just how important Art is. In Painting and Sculpture the great works appeared at a time when there were patrons, who invested heavily in artists and even had personal painters, invested in schools with masters and, for this reason, there was a great flowering. Without investment there can be no quality.

What do you want to express with your art?
I have two great objectives in terms of expression: 1 - to bring to the public sensations never before experienced; 2 - show that there is always a refuge beyond reality, where we can shelter, create and work as if we were not in the real world, this inner freedom of expression is only complete when it is exposed.

You like gaming however your art has nothing digital, are two areas that do not mix?
Well I've always done Concept-Art, but everything in pencil drawn on paper, this is an issue that arises at the right time because I started there, roughly 6 months working with digital drawing programs. Earlier this year I attended masterclasses with artist Florien de Gesincourt, who worked for Assassin's Creed, Magic the Gathering and Wizards of the Coast, and learned a lot in digital drawing. At this moment I use Procreate and, of course, in the future much of my work will be digital. I can say that I just started working in this area. For those interested, just go to the link Artstation https://www.artstation.com/artist/joanahamrol

Desvanecimento de um Corpo pela Praia

Ilustração da Série "Desintegração Humana sobre memórias á Beira Mar

Who are your great references and inspirations? Firstly Rembrandt and Ivan Aivazovsky. Then Yoshikata Amano - the creator of the characters in the Final Fantasy saga and Rui Araizumi, illustrator of my favorite Anime - The Slayers and still illustrator Yoshiuki Sadamoto. Nowadays I follow quite the work of Shinkiro and Maciej Kuciara.

If you could choose anybody from the living world or not, who would you invite to a brunch, lunch and dinner?
For Brunch Katsuhiro Harada, for lunch Auguste Rodin, for dinner Salvador Dali.

What was the last exhibition you saw and liked?
The last exhibition I saw and marked me was the French artist Auguste Borget, entitled The Traveler Painter in South China, who was at the Macao Museum of Art. It was an exhibition with watercolors, drawings, paintings and engravings of his trip through South China in the nineteenth century; Illustrates the area of ​​Canton and reports landscapes and places where he passed and the experiences that had them.

If you were a work of art, what would you be?
It would be "The Traveler on the Sea of ​​Fog" by Friedrich.

To be an Artist ....?
It is to present to the world something special and undeniable, that will last in time and surpass generations for its quality and authenticity.



about jewellery

YU HIRAISHI EXHIBITS IN PORTUGAL

2:16 da tarde


Yu Hiraishi, é uma escultora Japonesa que criou uma linha de jóias de autor, inspirando-se precisamente nas suas obras como escultora. A Artista inaugurou a exposição Point, Line and Plane na Galeria Reverso em Lisboa, e até Julho será possível visitar e até adquirir uma de suas peças. As peças, de uma estética conceptual, minimalista e original, fazem a diferença quando coordenadas em qualquer look que possamos imaginar. Confesso que adorei várias, mas a minha preferida é a pregadeira amarela (com 3 pins) que para além da sua forma e cor, tem a particularidade de, ao nos movimentar-mos, mudar a percepção da sua forma. 

Yu Hiraishi, is a Japanese sculptor who created a line of author's jewelry, drawing inspiration from her works as a sculptor. The Artist inaugurated the Point, Line and Plane exhibition at the Reverso Gallery in Lisbon, and until July it will be possible to visit and even acquire one of her pieces. The pieces, of a conceptual, minimalist and original aesthetic, make the difference when coordinated in any look that we can imagine. I confess that I loved several, but my favourite is the yellow brooch (with 3 pins) that in addition to its shape and color, has the particularity of, as we move, change the perception of its shape.





















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