THE GIRL WHO CAME FROM THE COLD OKSANA TKACH INTERVIEW

7:54 da tarde

Interview and Styling by Susana Jacobetty

Dolce&Gabbana sunglasses, dress by Laura Corga.

Oksana Tkach tem 20 anos, está no primeiro ano do curso de Ciências Políticas e Relações Internacionais, é modelo da Central Models, e é atriz.

Chegou a Portugal da Ucrânia com 4 anos, foi viver para Évora no Alentejo, onde teve uma infância feliz e solta. Muitas brincadeiras entre a natureza, como por exemplo a fazer caminhos para as formigas, a subir às árvores, a andar a cavalo, passeios de bicicleta, todo o imaginário que possamos ter de uma criança no campo, fazem parte dos seus verdes anos. Nessa altura, a Oksana era uma Maria rapaz. Mais tarde veio para Lisboa, e ficou a viver sozinha com o seu irmão mais novo, o Miguel, que na altura tinha 6 anos.


Há 2 anos falámos um bocadinho, quando participou numa das obras de João de Bettencourt Bacelar, para a exposição Identidade e Circunstância, e disse-me, resumidamente, que adorava desporto, queria muito ter uma fundação para ajudar crianças desfavorecidas, gostava de poder viajar, e um dia retribuir aos teus pais, o enorme esforço que têm feito para poder ter uma vida melhor.

Hoje voltámos a falar. 






Oksana Tkach is 20 years old, is in the first year of the course Political Science and International Relations, is a model at Central Models, and an actress.

She arrived in Portugal from Ukraine at the age of four, went to live in Evora in the Alentejo, where she had a happy and nlessed childhood. Played among nature, such as making paths to ants, climbing trees, riding horses, bike rides, whatever imaginings we may have of a child in the countryside, that are part of her green years. At that time, Oksana was a Tom boy. Later she came to Lisbon, and she lived alone with her younger brother, Miguel, who was 6 years old.

Two years ago we talked a little while, when she participated in one of the works of João de Bettencourt Bacelar, for the exhibition Identity and Circumstance. At that time, she told me briefly that she loved sports, she wanted very much to have a foundation to help disadvantaged children, she liked to travel, and one day give back to her parents the tremendous effort they have made for her, in order that she could have a better life.

Today, we talked again.


Dress by Laura Corga, skirt by Burberry, sneakers by Vans.

Como foi para ti, tão novinha, assumir a responsabilidade de viveres sozinha com o
teu irmão?
No início não foi fácil, tive de aprender a cozinhar, fazer as tarefas domésticas e essencialmente fazer de “mãe” muito cedo, hoje em dia, vejo que me ajudou a crescer e a amadurecer.

Achas que de alguma maneira perdeste o direito de ser adolescente inconsequente
Não, inconsequente nunca.

Porque é que é tão importante para ti criares uma fundação e ajudares crianças
desfavorecidas, ainda é um desejo para o futuro?
Não tanto criar porque já há muitas, é mais integrar-me numa. É importante contribuirmos e
darmos um pouco de nós a quem pouco ou nada tem. Realizar-me-ei, se conseguir fazer uma pequena diferença que seja na vida de alguém.

Estás a tirar o curso de Ciências Políticas e Relações Internacionais, qual é o rumo
que queres seguir profissionalmente?
Ainda não está bem definido.

Disseste que gostavas de um dia poder trabalhar na ONU, se neste momento estivesses no lugar de António Guterres, como Secretária Geral das Nações Unidas, quais seriam as principais medidas que tomarias, tendo em conta o estado do mundo e os seus problemas actuais?
Acho uma questão relativamente complexa. Diria que num período tão conturbado pelas questões internacionais, é necessário afirmar a importância da paz e cooperação aos 193 estados-membros da ONU. Sabendo que a Paz perpétua, no seu point of view Kantiano, não é algo atingível tendo em conta a realidade actual. A ONU tem de lutar para evitar que os conflitos escalem para pior e assegurar o papel dos direitos humanos como algo essencial (dou relevo aqui à questão do Yemen, Síria e República de Myanmar).

Paralelamente continuas a trabalhar como modelo, o que tens feito ultimamente?
Ultimamente não tenho trabalhado tanto por causa dos estudos, mas tento conciliar. O último trabalho foi em Paris.  

Tens lojas e designers de moda preferidos?
Não tenho preferências, mas adoro o Luís Onofre no que toca a calçado.

Como gostas de te vestir? Como defines o teu estilo?
Descontraída e confortável no dia a dia. O meu estilo depende do humor com o que acordo de manhã.

Alguma vez perdeste a cabeça com alguma peça de roupa ou acessório?
Não, sou muito poupadinha e compro sempre o que acho necessário.

Qual foi a maior extravagância que já fizeste em termos de styling?
Talvez ter pintado o cabelo para um trabalho há poucas semanas, coisa que sempre disse que não ia fazer.


Shirt, trench coat and earing by Burberry.

Dress and trench coat by Burberry, sneakers by Vans.

Estreaste-te agora como atriz, com o filme O Fim da Inocência de Joaquim Leitão, onde sobressaíste e brilhaste. As cenas que protagonizas são muito fortes, em algum momento pensaste que se calhar não tinhas coragem para as fazer? Mudou alguma coisa em ti?
Não, continuo a mesma Oksana. Toda a situação do filme fez-me aprender uma lição, fez-me ver e perceber muitas coisas. Sinto que vivo numa bolha, fora da realidade da Inês. Cresci e evolui como pessoa.

A representação é um percurso que queres seguir?
O meu futuro é incerto, não há como prever.

Inês, a personagem que interpretas no filme, não podia ser mais diferente de ti. Como te preparas-te para o papel?
Durante as filmagens fui acompanhada pela Rita Alagão, que me ajudou com as bases que me faltavam, fizemos o levantamento e interpretação da personagem. Também tive uma grande ajuda dos meus colegas, já experientes e que me foram apoiando ao longo do processo, e do Joaquim, com o qual nos reunimos antes de iniciarmos as filmagens.

Tiveste alguma amiga que percorreu esse caminho?
Todos temos segredos ahaha, mas que saiba, felizmente não.

Qual é a tua posição em relação a drogas?
Cada um sabe de si, eu não respeito nem deixo de respeitar quem as toma, mas sou claramente contra.

Se as tuas palavras fizessem diferença, o que gostarias de dizer às adolescentes que se deparam com a oportunidade de experimentarem algo, que nessa fase de vida pode parecer cool e normal?
Diria para ponderarem as suas ações e as consequências que daí advêm.

O que é ser cool para ti?
Cool é ter uma vibe própria e inspirar os outros “sem esforço” a fazer o mesmo. É ser diferente e seguro de si mesmo.

Tirando a tua família, quem são as pessoas que mais admiras nas suas várias áreas? 
Os Dalai Lamas que são devotados para a paz desde pequenos e acreditam que devemos estar unidos para conquistar esse objetivo, e a Angelina Jolie.

Que desporto ou actividade praticas de momento?
De momento, faço muito exercício mental... estudar ....ahaha. Pratico ténis e equitação.

És muito focada, trabalhadora e com um sentido de família extraordinário, qual é a tua ideia de felicidade e de vida perfeita?
Sendo uma perfeccionista confesso que sei que a perfeição é algo inatingível e por consequência, a felicidade nunca será perfeita. Desde a infância estive condicionada a perseguir a ideia de “finais felizes” que via em contos de fadas e é com o que continuo a sonhar até hoje. Encontrar um príncipe encantado e viver um amor para todo o sempre, ter a minha família feliz, e para uma maior aproximação ao que é a felicidade máxima e perfeita, é acordar um dia e saber que o mundo vive em paz.






Sunglasses by Prada, coat Laura Corga, skirt Burberry, sneakers by Vans.

How was it for you, so young, to assume the responsibility of living alone with your brother?
At first it was not easy, very early I had to learn how to cook, do household chores and
essentially being a "mother". I see know that helped me to grow and to mature.

Do you think that somehow you lost the right to be an inconsequential teenager?
No, never inconsequential.

Why is it so important for you to create a foundation and help underprivileged
children, is it still a desire for the future?
Not so much create because there are already many foundations, i would like to integrate one. It is important to contribute and give a little of ourselves to those who have little or nothing. I will feel myself fulfilled as a person, if I can make a small difference in someone's life.

You taking the course in Political Science and International Relations, which path do you want to pursue professionally?
It is not well defined yet.

You said that you would like to one day be able to work at the UN. If you were in the position of António Guterresm as Secretary General of the United Nations, what would be the main measures you would take, given the state of the world and its current problems?
I find this a relatively complex question. I would say that in a period so troubled by international issues, it is necessary to affirm the importance of peace and cooperation to the 193 UN member states. Knowing that perpetual peace, in Kantiano point of view, is not attainable, considering the current reality. The UN must strive to prevent conflicts from escalating to the worse and ensuring the role of human rights as an essential issue (I point out here, the issue of Yemen, Syria and the Republic of Myanmar).

At the same time you continue to work as a model, what have you done lately?
Lately I have not worked so hard because of my studies, but I try to conciliate. The last
fashion work I did, was in Paris.

Do you have favourite stores and fashion designers?
I have no preferences, but I love Luis Onofre when it comes to shoes.

How do you like to dress? How do you define your style?
Relaxed and comfortable on a daily basis. My style depends on the mood I wake up with in the morning.

Have you ever lost your head with some piece of clothing or accessory?
No, I'm very spared and always buy what I think necessary.

What was the biggest extravagance you ever did in terms of styling?
Maybe painting my hair for a job a few weeks ago, which I always said that I would never do.
Sunglasses by Prada and Miu Miu.

Coat and t-shirt by Burberry.

You have now played as an actress, in the film The End of Innocence of Joaquim Leitão, where you stand out and shine. The scenes that you do are very strong, at some point you thought that maybe you did not have the courage to do them? Has anything changed in you?
No, I continue the same Oksana. The whole situation of the film made me learn a lesson, made me see and realize many things. I felt that I lived in a bubble, outside the reality of Inês. I have grown and evolved as a person.

Is the performance a path you want to follow?
My future is uncertain, there is no way to predict.

Inês, the character you play in the movie, could not be more different from you. How did you prepared yourself for the role?
During the filming I was accompanied by Rita Alagão, who helped me with the bases I needed, we did the lifting and interpretation of the character. I also had a lot of help from my colleagues who were already experienced and who supported me throughout the process, and from Joaquim, with whom we met before we started filming.

Did you have a friend who walked that path?
We all have secrets, but no, fortunately not.

What is your position on drugs?
I do not respect nor cease to respect who takes them but, I am clearly against it.

If your words made a difference, what would you like to say to teenagers who are faced with the opportunity to experience something that at that stage of life may seem cool and normal?
I would say to ponder their actions and the consequences that follow.

What is being cool to you?
Cool is to have a vibe of your own and inspire others "effortlessly" to do the same. It is to be different and sure of oneself.

Apart from your family, who are the people you most admire in they various areas?
The Dalai Lamas who have been devoted to peace since they were little and believe that we must be united to achieve this goal, and Angelina Jolie.

What sport or activity do you do at the moment?
At the moment, I do a lot of mental exercise ... studying .... ahaha. I play tennis and horse riding.

You are very focused, hard-working and with an extraordinary sense of family, what is your idea of ​​happiness and perfect life?
Being a perfectionist I confess I know that perfection is something unattainable and consequently, happiness will never be perfect. From childhood I was conditioned to pursue the idea of ​​"happy endings" that I saw in fairy tales and that is what I continue to dream about today. To find an enchanted prince and to live a love for all time, to have my family happy and to get closer to what is the maximum and perfect happiness, is to wake up one day and know that the world lives in peace.



Coat and scarf by Susana Bettencourt, skirt by Burberry, sneakers by Vans.



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