FROM THE PLEASURE OF PRESERVING TO THE PLEASURE OF DISPLAYING SYMPOSIUM

2:59 da tarde

Ilustração / Illustration by Anabela Becho

Vai acontecer em Lisboa a 15 de Maio na Fundação Calouste Gulbenkian o Simpósio From the Pleasure of Preserving to the Pleasure of Displaying: The Politics of Fashion in the Museum.
A conferência terá vários convidados que dissertarão e aprofundarão, através das suas intervenções especializadas, temáticas fundamentais, com abordagens pertinentes no âmbito do olhar a Moda contemporânea e a sua envolvente. Por exemplo como, a performance como acto de curadoria, a moda interdisciplinar e as práticas no museu do séc XXI, o tempo e o corpo ausente, o guarda-roupa de dança como acervo, o objecto, o espaço e a memória, entre outras. 

Anabela Becho, Especialista e Conservadora de Moda, Investigadora, Professora Universitária e co-autora da Conferência, e Lara Torres, Especialista e Designer de Moda, Artista, Professora Universitária e convidada, explicam em exclusivo para o meu Blog, porque é que este simpósio é completamente imperdível. 

Anabela Becho:
Porque não devemos perder de todo este Simpósio?
Porque From the Pleasure of Preserving to the Pleasure of Displaying – The Politics of Fashion in the Museum, apresenta uma temática inédita em Portugal. A presença da moda na academia é praticamente inexistente no País e este simpósio pretende ser um espaço de reflexão e discussão sobre a ainda controversa presença da moda nas instituições museológicas.

O que significa para ti trabalhar em Moda?
Paixão! 

O que sugerias para melhorar a Moda e o Meio da Moda em Portugal?
Espaço e tempo para reflexão, espírito crítico, rigor técnico e estético.

Lara Torres:
Porque não devemos perder de todo este Simpósio?
Uma das melhores razões para não perder este simpósio será certamente o privilégio de ouvir o Professor Ulrich Lehmann, com quem trabalhei no MA Fashion na University for the Creative Arts em Rochester (UK), onde era Research Professor e Diretor do curso de MA Fashion. Neste momento é Associate Professor em Interdisciplinar Design and Arts está na Parsons em Nova Iorque (The New School, NY). É Historiador cultural e estudou filosofia, sociologia e História da Arte em Frankfurt, Paris e Londres – escreveu o aclamado livro Tigersprung Fashion in Modernity (2000, Massachusetts Institute of Technology) um livro imperdível sobre a relação entre a moda e a modernidade de um ponto de vista filosófico. Ele irá publicar brevemente um livro sobre Moda e materialismo ainda este ano pela Edinburgh University Press, e estou muito curiosa acerca do que irá discutir como keynote deste simpósio.

O que significa para ti trabalhar em Moda?
Trabalhar em moda significa, neste momento, trabalhar criticamente. Os problemas do excesso de produção e questões éticas de direitos dos trabalhadores exigem que haja mudanças na forma como se ensina, cria e produz moda. Atualmente não há como ignorar os problemas sociais e ecológicos causados pela industria`têxtil e do vestuário, que, graças à internet estão mais visíveis que nunca. Para mim este momento é uma oportunidade para mudar.

O que sugerias para melhorar a Moda e o Meio da Moda em Portugal?
O que eu sugiro para melhorar a moda e o meio da moda em Portugal, seria o mesmo para o resto do mundo: mudar as práticas de moda do lado dos criadores e mudar comportamentos do lado dos consumidores (que talvez tenham que se repensar enquanto ‘vestidores’ e deixar de pensar em si mesmos como consumidores). Remendar, alterar, comprar em segunda mão são algumas das muitas novas direções que o ‘vestidor’ de hoje tem como opções, ou até mesmo o aluguer de peças de roupa (se porventura a sua escolha for a de tendências rápidas, o melhor é alugar). A fast Fashion destrói o planeta e não há como fugir dessa realidade, o resto são atavismos. Para comprar de forma saudável e ética não pode ser na indústria de fast fashion, porque mesmo quando a etiqueta diz conscious, está em si mesma a gerar um paradoxo – produzir fast fashion significa produzir demasiado produto, demasiado depressa, o que é absolutamente insustentável para o planeta, independentemente dos recursos utilizados serem materiais como algodão biológico para produzir t-shirts há muitas mais nuances nesta problemática da produção: o algodão orgânico gasta uma quantidade de água absurda, a t-shirt de algodão em si é das peças mais insustentáveis de sempre pela sua necessidade de ser lavada apenas após uma utilização, enfim, nada é assim tao simples como o marketing verde nos quer fazer parecer. É importante reconhecer a importância dos pequenos passos, o projeto da Levi’s water


Ilustração / Illustration by Anabela Becho


The Symposium From the Pleasure of Preservation to the Pleasure of Displaying: The Politics of Fashion in the Museum will be held in Lisbon on May 15 at the Calouste Gulbenkian Foundation.The conference will have several invited guests who will discuss, through their specialized interventions, fundamental thematics, pertinent approaches within the scope of contemporary fashion and its surroundings. For example, performance as an act of curation, interdisciplinary fashion and practices in the museum of the 21st century, time and body absent, dance wardrobe as a collection, object, space and memory, among others.

Anabela Becho, Specialist and Fashion Conservative, Researcher University Professor and one of the creator of this event, and Lara Torres, Specialist and Fashion Designer, Artist University Professor, and a guest, will explain exclusively to my Blog
, why this symposium is completely a must-see.


Anabela Becho:
Why should not we miss this Symposium?
Because From the Pleasure of Preserving to the Pleasure of Displaying - The Politics of Fashion in the Museum, presents an unprecedented theme in Portugal. The presence of fashion in the academy is practically non-existent in the country and this symposium intends to be a space for reflection and discussion on the still controversial presence of fashion in museological institutions.
What does it mean for you to work in Fashion?
Passion!
What did you suggest to improve Fashion and Fashion in Portugal?
Space and time for reflection, critical spirit, technical and aesthetic rigor.

Lara Torres:
Why should not we miss this Symposium?
One of the best reasons not to miss this symposium will certainly be the privilege of listening to Professor Ulrich Lehmann, with whom I worked at MA Fashion at the University for the Creative Arts in Rochester (UK), where I was Research Professor and Director of the MA Fashion course. At this time he is Associate Professor in Interdisciplinary Design and Arts is at Parsons in New York (The New School, NY). He is a cultural historian and studied philosophy, sociology and history of art in Frankfurt, Paris and London - wrote the acclaimed book Tigersprung Fashion in Modernity (2000, Massachusetts Institute of Technology) an unmissable book on the relationship between fashion and modernity of a point Of philosophical view. He will briefly publish a book on Fashion and Materialism later this year from Edinburgh University Press, and I am very curious about what he will discuss as a keynote to this symposium.
What does it mean for you to work in Fashion?
Working in fashion means, right now, working critically. The problems of overproduction and ethical issues of workers' rights require changes in the way we teach, create, and produce fashion. Nowadays there is no way to ignore the social and ecological problems caused by the textile and garment industry, which, thanks to the internet, are more visible than ever. For me this moment is an opportunity to change.
What did you suggest to improve Fashion and Fashion in Portugal?
What I suggest to improve fashion and fashion in Portugal would be the same for the rest of the world: changing fashion practices on the creators 'side and changing consumer behaviors (which may have to be rethought while' Lockers' and stop thinking of themselves as consumers). Patching, altering, second-hand buying are some of the many new directions that today's 'dressing room' has as options, or even the rental of pieces of clothing (if your choice is one of fast trends, it's best to rent ). Fast Fashion destroys the planet and there is no escaping this reality, the rest are atavisms. To buy healthily and ethically can not be in the fast fashion industry, because even when the label says conscious, it is in itself generating a paradox - producing fast fashion means producing too much product, too fast, which is absolutely unsustainable for The planet, regardless of the resources used are materials such as organic cotton to produce t-shirts there are many more nuances in this problematic of production: organic cotton spends a lot of water absurd, the cotton t-shirt itself is the most unsustainable parts of Always for its need to be washed only after a use, in short, nothing is as simple as green marketing wants to make us look. It is important to recognize the importance of the small steps, the Levi's water

You Might Also Like

0 comentários

Com tecnologia do Blogger.

Get Awesome Stuff
in your inbox